domingo, 14 de dezembro de 2008

VER PARA CRER E INVESTIR!

Olá pessoal! Primeiramente gostaria de me desculpar com todos os visitantes do blog pelos dias que passei sei atualizá-lo. Essa semana foi de encerramento no meu trabalho e tive que apresentar diversos relatórios (sim, jornalista também faz relatório) e praticamente fiquei sem tempo para pensar em outra coisa que não fosse o trabalho. Para completar, ainda fui acometido por uma dessas estranhas viroses que atacam, nos deixam de cama, depois vão embora e ninguém sabe ao certo o que foi. Pois bem, recuperado e em forma, aqui estou eu de novo.

Muito se fala sobre domínio de Rexona e Finasa na Superliga Feminina de Vôlei, campeãs das últimas seis edições do campeonato. Mas na Superliga Masculina, pode-se dizer que também existe uma polarização entre dois times, rumo ao favoritismo. Depois de um rápido domínio das equipes do Sul do país (Ulbra e Unisul) no início desta década, Cimed (SC) e Minas (MG) têm se revezado nas “cabeças” do campeonato.

E este ano a situação parece que vai se repetir. Os dois times protagonizaram a final do primeiro torneio da Superliga. E com uma rodada de antecipação já estão confirmadas como finalistas do segundo torneio. Os dois times ainda se enfrentam pela última rodada num jogo que valerá o mando de campo no confronto final. Mas o que será que faz essas duas equipes permanecerem como favoritas ao título campeonato após campeonato?

O time de Florianópolis conta com a mesma base de jogadores há quase três anos. Atletas jovens que já defenderam as cores do Brasil nas seleções de base e que despontam como o futuro da seleção principal. Além disso, o time tem o legado deixado por um dos grandes ídolos do vôlei brasileiro, Renan DalZotto, que foi o responsável pela criação do projeto em Santa Catarina, que conta com a uma excelente infra-estrutura e um apoio incondicional do patrocinador. E o retorno tem sido proveitoso ou alguém sabia o que era Cimed há quatro anos?

Do outro lado temos um dos times de maior tradição do voleibol nacional. O Minas Tênis Clube ao longo da sua história conquistou diversos títulos brasileiros e se tornou em um celeiro de grandes jogadores. A equipe atual, apesar de ter sido formada este ano, conta com alguns dos mais experientes jogadores em atividade no Brasil. Aliando a tradição do clube, aos títulos conquistados, não é difícil encontrar um patrocinador que apóie o projeto do clube; a Vivo (antiga Telemig) está junto ao time há quase uma década.

Essas duas grandes equipes brasileiras são a prova de que apenas bons atletas não formam um grande time. A tradição do Minas e o projeto do Florianópolis dão a segurança necessária ao patrocinador para assinar embaixo qualquer decisão dos comandantes das equipes. E dessa forma, eles permanecem como favoritos, ano após ano.

DOIS TOQUES

A história se repete...
Não tem jeito. Nem Pinheiros, nem São Caetano, nem Brasil Telecom, nem Minas. No ano passado o Rexona ficou de fora da final do primeiro torneio, mas depois de recuperou e acabou vencendo a Superliga. Este ano foi a vez do Finasa ficar de fora da final do primeiro torneio. Mas parece que as coisas voltaram ao normal. No segundo turno as duas equipes estão invictas e assim como no masculino, se enfrentam na última rodada para decidir o mando de campo. A história toma o rumo que há tempos nós já conhecemos... Mas segundo a enquete realizada aqui no site, muita gente (56%) ainda acredita na vitória do São Caetano. É esperar para ver.

Motivação
“Quando uma pessoa se põe a caminho de um objetivo, ela não necessariamente está motivada a atingir este objetivo. Os fatores que a levam a caminhar naquela direção podem-lhe ser intrínsecos ou extrínsecos. Quando são intrínsecos, há motivação; quando são extrínsecos, há apenas movimento”.

domingo, 7 de dezembro de 2008

RELICÁRIO

“O que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou...”. O trecho da música Relicário de Nando Reis, deve ser a pergunta que não quer calar na cabeça de todas as jogadoras do time do São Caetano/Blausiegel. Sim... todas elas! Tanto as que já estavam na equipe na temporada passada, como os “reforços” que chegaram este ano.

Vamos começar com as mais antigas. Clarisse, Dayse, Natasha, Ana Cristina e Dani. No ano passado, ao lado da Bárbara e da Camila Brait (as duas hoje no Finasa) e da Joyce (atualmente no Brasil Telecom), formavam a base principal do time do ABC paulista. O clube tinha um patrocinador pequeno e dependia basicamente do apoio da prefeitura da cidade de São Caetano. Por isso, a equipe era formada por jogadoras jovens, muitas das quais com passagens pelas seleções de base do Brasil. Mesmo com baixas expectativas, a equipe sempre brigava por títulos no Campeonato Paulista e não fazia feio na Superliga – na temporada passada terminou em 5º lugar.

A Edna defendeu a equipe de Brusque na temporada passada. Durante um bom tempo, foi considerada a melhor bloqueadora da Superliga 07/08 e foi uma das revelações do campeonato (apesar de já ser conhecida). Também na temporada passada, a Andréia voltou ao Brasil para brigar por uma vaga de titular no Finasa com a Adenísia. Ficou na reserva, mas foi importante em diversos jogos do time. E Thaís, ponteira que defendeu o Minas na temporada passada, contratada para ser a segunda do time. As três vieram para São Caetano para formar o "dream team" que iria desbancar Finasa e Rexona da hegemonia no vôlei feminino brasileiro.


E finalmente o trio dourado. Sheilla, Mari e Fofão. Os grandes reforços do time do ABC. As estrelas responsáveis por dar ao São Caetano, o seu primeiro título na Superliga. Em tese! Mari e Sheilla vieram do disputado (e rico) campeonato italiano. Foram campeãs. Na seqüência foram campeãs do Grand Prix e alcançaram a glória máxima a conquistarem o ouro em Pequim. A trajetória de Fofão também foi parecida. Absoluta na posição de levantadora da Seleção, saiu da Itália para ser campeã no Murcia da Espanha e assim como as outras duas também venceu o Grand Prix e as Olimpíadas.

Se você perguntasse a qualquer pessoa, antes do início da temporada, em quê iria dar essa mistura, a resposta vinha instantaneamente: VITÓRIA! Ninguém tinha dúvidas. Misturar juventude talentosa, com jogadoras consagradas é uma receita quase infalível. Ainda bem que existe a palavra “quase”. Na prática, o time do São Caetano não se encontrou. No comando estava um dos mais respeitados técnicos brasileiros, o Antônio Risola. Os jogos foram passando e o time não conseguia apresentar bons resultados. As jogadoras de seleção não conseguem render o esperado. Resultado: muda o técnico.

Com a elevação do Chicão ao cargo de técnico, o time parecia ter engrenado. Vitória sobre o Banespa e vitória sobre o Minas, finalista do primeiro torneio. O desafio ficaria mais pesado ao enfrentar o Pinheiros, time que mescla juventude e experiência e sempre dá trabalho para os grandes. Deu muito trabalho ao São Caetano. Tanto que venceu e de virada! Com direito a 25 x 13 no segundo set do jogo.

Eu entendo a pressão que o time do São Caetano deva viver. Os patrocinadores e o clube anunciaram a nova equipe como franca favorita. Montaram uma estrutura de primeiro mundo para as jogadoras. Mas, até agora, nada deu certo. E a equipe, rodada após rodada, vem decepcionando os fãs do vôlei e os torcedores (que até o ano passado não eram 10% do que é hoje).

Segundo definição de dois dos mais conceituados dicionários da língua portuguesa, a palavra relicário pode ter os seguintes significados: 1- caixa, cofre, lugar próprio para guardar relíquias; 2- bolsinha ou medalha com relíquias que algumas pessoas trazem ao pescoço, por devoção; firmal; 3- algo precioso, de grande valor, 4- Memória; coração.

Já que as memórias que ficam no coração, geralmente são as boas memórias, que tal as jogadoras lembrarem o que já fizeram, da capacidade que possuem em jogar voleibol e resolverem colocar tudo isso em prática? Todas elas já mostraram que são vencedoras e as são de fato. Mas só de nome não se consegue chegar a lugar algum. Potencial o time tem de sobra. Mas ele não pode ficar guardado em nenhuma caixa ou cofre. No esporte, o valor é para ser colocado para fora.
(*) Excepcionalmente hoje, a coluna DOIS TOQUES não será publicada.

sábado, 6 de dezembro de 2008

O SOL NASCE PARA TODOS. TODOS COM MAIS DE 1,80m.

Dia desses eu estava discutindo com amigos meus sobre o lema das Olimpíadas de Atlanta em 1996: “Faster, Higher and Stronger”. Traduzindo isso significa basicamente: Mais rápido, mais alto e mais forte. Um lema poderoso e bastante significativo. Esse é o ideal olímpico e todos querem alcançá-lo. Mas nem todos têm esse direito.

Sei que o “mais alto” do lema olímpico se refere a atingir as maiores marcas e se refere principalmente a esportes como o salto à distância, salto em altura e salto com vara. Mas é impressionante como a estatura tem sido um fator primordial em alguns esportes de alto-rendimento. No vôlei principalmente.

A cada ciclo olímpico fica evidente que os mais altos ganham mais espaço no vôlei. Desde as escolinhas que os técnicos prestam atenção naqueles de maior estatura e já os vêem como diamantes que precisam ser lapidados para no futuro se tornarem atletas de ponta. Os “baixinhos”, que muitas vezes são os mais talentosos, ou sonham em se tornarem líberos (posição que ainda permite uma estatura menor) ou então são obrigados a desistir do sonho de se tornar um profissional do esporte.

Nesta Superliga, alguns “baixinhos” chamam a atenção. No feminino, a atacante Thaís do Pinheiros/Mackenzie sempre se destaca. Com 1,74m, a ponteira é considerada alta até para alguns padrões mais exigentes da sociedade: muitas modelos famosas têm essa altura. Mas para o vôlei atual ela é considerada uma “anã”. Thaís tem uma impulsão fantástica e uma qualidade técnica mostrada por poucas jogadoras. Alguns defendem a sua convocação para a Seleção. Mas e se colocarmos ela em um jogo e tiver que bloquear uma Gamova da vida? Como fica a situação?

No Masculino, o líbero do Tigre/Unisul, Jair Pereira de apenas 1,71m, protagonizou uma das cenas mais inusitadas do campeonato, ao recuperar uma bola de forma fenomenal e terminar pontuando para a sua equipe. Mas quantos “Jaires” e “Thaíses” temos espalhados pelo Brasil que atualmente sequer podem sonhar com vôos mais altos, exatamente por “sofrerem” da falta de altura?

Certa vez, li um artigo que defendia a categorização do vôlei por altura. Por exemplo: Mundial de Vôlei Masculino Adulto para Jogadores com até 1,80m. Isso com certeza, apesar de muito mais trabalhoso para as federações e confederações, abriria espaço para muito mais pessoas desfrutarem do sonho dourado de defender o seu país em Olimpíadas. E quem sabe, no futuro veríamos um novo lema olímpico. Algo como: “Smarter, Skillful and Better”.

DOIS TOQUES

Resto do Mundo
Cinco jogadoras brasileiras foram convocadas para defender a “Seleção do Resto do Mundo” contra o time das Européias, no All Star Game do Campeonato Italiano. Eis a lista: Fernandinha - Levantadora (Busto Arsizio), Elisângela Paulino - Ponteira (Castellana Grotte), Luciana do Carmo - Ponteira (Conegliano), Soninha - Ponteira (Castellana Grotte) e Giovanna - Central (Chieri). O time será comandado pelo também brasileiro, Ângelo Vercesi, eleito o melhor técnico na temporada passada pelo Pesaro.

Peneira em São José dos Campos
A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de São José dos Campos, SP, realizará sua peneira no mês de dezembro, visando à formação de suas equipes masculinas que participarão dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Voleibol e Jogos Abertos da Juventude 2009. A seletiva será nos dias 17 e 18 de dezembro e os interessados deverão comparecer ao Clube Recreativo Orion, localizado na Avenida Brasil, 146, B. Monte Castelo, com cédula de identidade ou certidão de nascimento, além do material de treino.

A programação é a seguinte: Infanto-Juvenil (nascidos 91/ 92/ e 93) e Juvenil (nascidos 89 e 90) nos dias 17 e 18/12/08.

- manhã: a partir das 9h00
- tarde: a partir das 14h00

Atletas de outras cidades que necessitam de alojamento deverão enviar seus currículos pelo e-mail: voleibolmasculinopac@hotmail.com até o dia 10/12/08 e aguardar a confirmação através de e-mail ou contato telefônico. Os atletas selecionados contarão com uma infra-estrutura como: sala de musculação, piscina, ginásio para treinamento, moradia, alimentação, Uniforme para treino, Bolsa auxilio.

Maiores informações (12) 7812-2085 com Professor Fernando Basilio.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

E AGORA JOSÉ?

O momento de parar talvez seja a decisão mais difícil na vida de um atleta de alto nível. Por anos, ele abdica de muita coisa de sua vida para se manter em um nível competitivo: falta tempo para estudar, falta tempo para formar uma família. Conseguir conciliar tudo isso se torna uma tarefa praticamente impossível. Imagino que depois de tanto tempo vivendo apenas e para o esporte, muitos devam se perguntar: E agora? Como seguir adiante?

Talvez por não encontrarem respostas para tais questionamentos, muitos atletas tentam prolongar suas carreiras, mesmo não conseguindo mais exibir a vitalidade de outros tempos e permanecem, muitas vezes, apenas com o nome que conseguiram construir durante sua carreira desportiva. Em todos os esportes existem casos assim e no vôlei não é diferente.

Recentemente, a jogadora de vôlei de praia e ex-musa das quadras, Leila, anunciou que se aposentaria ao final desta temporada. A Leila teve uma carreira vitoriosa nas quadras: defendeu grandes equipes, conquistou títulos importantes pela Seleção Brasileira e talvez seja uma das jogadoras mais emblemáticas de sua geração. Mas depois de Sidney (2000) resolveu se aventurar pelas areias. Suas parceiras sempre foram jogadoras de destaque no cenário: Sandra Pires e Ana Paula foram as mais importantes. Em 2003, resolveu voltar às quadras para tentar disputar as Olimpíadas e após ficar de fora da equipe, retornou ao vôlei de praia.

Neste tempo, Leila nunca conseguiu um grande e importante título. Nunca conseguiu se firmar. Mas graças ao nome que possui, sempre conseguiu bons patrocinadores e assim conseguiu “esticar” sua carreira.

O caso da Leila é muito parecido com o Nalbert. Campeoníssimo com a Seleção Masculina e defendendo grandes times na Itália, após conquistar o ouro em Atenas, decidiu também seguir para o vôlei de praia. Nunca uma mudança de esporte no Brasil ganhou tanto destaque. Mas os resultados nunca apareceram. Nalbert tentou diversas parcerias que não vingaram até decidir voltar às quadras e tentar mais uma vez disputar uma edição de Olimpíadas. Mas ele já não rendia mais o mesmo que antes e ainda achou injusto o seu corte.

Como Nalbert e Leila, muitos jogadores de vôlei também não souberam a hora de parar. Atualmente na Superliga temos vários exemplos. No masculino, o time do Cimed conta com quatro atletas veteranos: o meio-de-rede Banana, os ponteiros Dirceu e Kid e o levantador Joel. Todos com mais de 35 anos e com exceção ao Kid e ao Joel, os outros já não conseguem apresentar o mesmo nível que seus companheiros de clube. No feminino, a veterana Estefânia ainda tenta jogar na equipe do Vôlei Futuro, assim como a oposta Bia e a cubana Indira Mestre, no time do Mackenzie.

Não deve ser fácil parar. Mas algo que é preciso prestar atenção é que também não se deve abrir mão das outras oportunidades que a vida dá além do esporte. Nem todo mundo tem talento para se tornar técnico, nem todo mundo se dá bem no vôlei de praia. Ao estender a carreira até os 40 anos, o atleta acaba por fechar uma série de portas para outras áreas. É preciso estar atento a isso e não correr o risco de ser lembrado como um fiasco que não soube a hora certa de dar tchau!

DOIS TOQUES

Resultado

A enquete que terminou ontem aqui no blog e perguntava “Qual time será o campeão da Superliga Masculina 08/09 teve um resultado surpreendente. Mesmo com a impecável campanha do time da Cimed / Brasil Telecom, a presença de dois campeões olímpicos ainda dá o favoritismo ao time do Minas. Ao todo, 60% dos votantes acham que a equipe mineira será a campeã desta edição. E haja torcida! E já está no ar a enquete para saber quem será o campeão da Superliga Feminina, segundo os nossos visitantes. Participe!

Voltando para casa
A experiente ponteira Raquel Peluci Xavier está de volta ao Brasil. Depois de reforçar o time do Rexona durante a Salompas Cup deste ano, a jogadora de 30 anos irá defender o time do Pinheiros / Mackenzie. Na última temporada, Raquel (medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney) foi campeã coreana e deve estrear na Superliga na próxima semana.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

NEM MAL CHEGOU...

Fui surpreendido, hoje à tarde, com a notícia de que o Rizola estaria deixando o comando do São Caetano / Blausiegel devido a problemas pessoais e de saúde. Uma situação estranha essa. Há cerca de uma semana, logo no primeiro post deste blog, comentei sobre a agradável entrevista que o técnico havia dado ao programa Roda de Vôlei, do canal BandSports. Ele me parecia muito à vontade e com um trabalho definido na cabeça, para o time do ABC paulista.

Depois de saber da notícia, fui relembrar a entrevista e realmente vi que nem tudo foi tão “bonito” como eu tinha interpretado da primeira vez. O Bruno Voloch (apresentador do programa) insistia demais em perguntas sobre harmonia do time, deu diversas “cutucadas” em algumas jogadoras, como se quisesse extrair algo do Rizola, que ele (Bruno) sabia, mas que precisava confirmar. Talvez eu não tenha levado a sério isso, pois esse tipo de comportamento é praxe do apresentador. Mas hoje vi que não.

O Rizola, por outro lado, insistia em dizer que estava tudo bem, elogiava demais algumas jogadoras (principalmente as menos famosas como a Suellen) e a todo momento reforçava a importância do patrocínio da Blausiegel, que proporcionou a contratação das três campeãs olímpicas: Mari, Sheilla e Fofão e dele mesmo, com o intuito de acabar com a hegemonia do Rexona e do Finasa na Superliga.
No início da temporada, comandado pelo assistente técnico Chicão na Copa Brasil (o Rizola estava com a Seleção Juvenil), o time do São Caetano causou uma boa impressão ao perder apenas a final para o Finasa, em um jogo muito disputado. Já sob o comando do Rizola, no início da Superliga o time decepcionou. Não fez uma campanha horrível no primeiro turno, mas muito aquém do esperado.

Ao pesquisar em alguns sites e comunidade sobre vôlei, fiquei sabendo que na verdade o Rizola não teria pedido afastamento do time e sim teria sido demitido. Fala-se em reunião de jogadoras e reuniões com patrocinador, atletas e comissão técnica. O fato é que o investimento foi alto e o patrocinador quer retorno. Retorno de mídia, até que está tendo, mas o retorno estava começando a ser tornar negativo com o baixo rendimento do time que até ganhava, mas não convencia.

Não sei se acredito em complô das jogadoras, mas realmente elas (principalmente as Olímpicas) não me pareciam à vontade com o técnico. É algo de se estranhar, já que Fofão e Sheilla já foram treinadas pelo Rizola e conhecem o estilo de trabalho dele e elas duas, ao lado da Mari, são com certeza as que têm as opiniões que mais são levadas em conta.

O time agora será treinado em definitivo pelo Chicão. Não sei se essa seria a melhor opção, mas segundo a imprensa noticiou, foram as próprias jogadoras que escolheram pela indicação do assistente técnico, que no ano passado, conseguiu um boa campanha com um São Caetano formado por jogadoras mais jovens e inexperientes.

É muito cedo para fazer uma análise mais aprofundada do que pode ter acontecido de fato, mas fica o alerta para o patrocinador de que vôlei não é futebol. Rexona e Finasa, tem mostrado ao longo dos anos que o investimento em longo prazo gera excelentes resultados. É esperar para ver.

DOIS TOQUES

Solidariedade
Parabéns ao time do Finasa que organizou uma campanha de arrecadação de alimentos e roupas para as vítimas das chuvas no estado de Santa Catarina. No jogo do último domingo, em que venceu o time catarinense do Pomerode (cuja cidade-sede foi uma das mais atingidas pela catástrofe) por 3 x 0, a torcida de Osasco atendeu o chamado do seu time e contribuiu bastante. As doações ainda podem ser feitas no Ginásio José Liberatti em Osasco e serão enviadas à Santa Catarina pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Com a bola toda

O oposto Théo, do Cimed/Brasil Telecom está com “fome de bola” nesta Superliga. É difícil ver um jogo em que o atleta não seja o maior pontuador do seu time e da partida. Na partida de estréia do segundo turno da competição o oposto marcou 16 pontos, sendo 14 de ataque, contra o time do Álvares Cabral (ES). O técnico da Seleção Brasileira, Bernardinho deve prestar muita atenção no Cimed. Além do filho dele, a equipe possui jogadores para todas as posições com muito talento para a renovação que está por vir na Seleção.