domingo, 14 de dezembro de 2008

VER PARA CRER E INVESTIR!

Olá pessoal! Primeiramente gostaria de me desculpar com todos os visitantes do blog pelos dias que passei sei atualizá-lo. Essa semana foi de encerramento no meu trabalho e tive que apresentar diversos relatórios (sim, jornalista também faz relatório) e praticamente fiquei sem tempo para pensar em outra coisa que não fosse o trabalho. Para completar, ainda fui acometido por uma dessas estranhas viroses que atacam, nos deixam de cama, depois vão embora e ninguém sabe ao certo o que foi. Pois bem, recuperado e em forma, aqui estou eu de novo.

Muito se fala sobre domínio de Rexona e Finasa na Superliga Feminina de Vôlei, campeãs das últimas seis edições do campeonato. Mas na Superliga Masculina, pode-se dizer que também existe uma polarização entre dois times, rumo ao favoritismo. Depois de um rápido domínio das equipes do Sul do país (Ulbra e Unisul) no início desta década, Cimed (SC) e Minas (MG) têm se revezado nas “cabeças” do campeonato.

E este ano a situação parece que vai se repetir. Os dois times protagonizaram a final do primeiro torneio da Superliga. E com uma rodada de antecipação já estão confirmadas como finalistas do segundo torneio. Os dois times ainda se enfrentam pela última rodada num jogo que valerá o mando de campo no confronto final. Mas o que será que faz essas duas equipes permanecerem como favoritas ao título campeonato após campeonato?

O time de Florianópolis conta com a mesma base de jogadores há quase três anos. Atletas jovens que já defenderam as cores do Brasil nas seleções de base e que despontam como o futuro da seleção principal. Além disso, o time tem o legado deixado por um dos grandes ídolos do vôlei brasileiro, Renan DalZotto, que foi o responsável pela criação do projeto em Santa Catarina, que conta com a uma excelente infra-estrutura e um apoio incondicional do patrocinador. E o retorno tem sido proveitoso ou alguém sabia o que era Cimed há quatro anos?

Do outro lado temos um dos times de maior tradição do voleibol nacional. O Minas Tênis Clube ao longo da sua história conquistou diversos títulos brasileiros e se tornou em um celeiro de grandes jogadores. A equipe atual, apesar de ter sido formada este ano, conta com alguns dos mais experientes jogadores em atividade no Brasil. Aliando a tradição do clube, aos títulos conquistados, não é difícil encontrar um patrocinador que apóie o projeto do clube; a Vivo (antiga Telemig) está junto ao time há quase uma década.

Essas duas grandes equipes brasileiras são a prova de que apenas bons atletas não formam um grande time. A tradição do Minas e o projeto do Florianópolis dão a segurança necessária ao patrocinador para assinar embaixo qualquer decisão dos comandantes das equipes. E dessa forma, eles permanecem como favoritos, ano após ano.

DOIS TOQUES

A história se repete...
Não tem jeito. Nem Pinheiros, nem São Caetano, nem Brasil Telecom, nem Minas. No ano passado o Rexona ficou de fora da final do primeiro torneio, mas depois de recuperou e acabou vencendo a Superliga. Este ano foi a vez do Finasa ficar de fora da final do primeiro torneio. Mas parece que as coisas voltaram ao normal. No segundo turno as duas equipes estão invictas e assim como no masculino, se enfrentam na última rodada para decidir o mando de campo. A história toma o rumo que há tempos nós já conhecemos... Mas segundo a enquete realizada aqui no site, muita gente (56%) ainda acredita na vitória do São Caetano. É esperar para ver.

Motivação
“Quando uma pessoa se põe a caminho de um objetivo, ela não necessariamente está motivada a atingir este objetivo. Os fatores que a levam a caminhar naquela direção podem-lhe ser intrínsecos ou extrínsecos. Quando são intrínsecos, há motivação; quando são extrínsecos, há apenas movimento”.

domingo, 7 de dezembro de 2008

RELICÁRIO

“O que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou...”. O trecho da música Relicário de Nando Reis, deve ser a pergunta que não quer calar na cabeça de todas as jogadoras do time do São Caetano/Blausiegel. Sim... todas elas! Tanto as que já estavam na equipe na temporada passada, como os “reforços” que chegaram este ano.

Vamos começar com as mais antigas. Clarisse, Dayse, Natasha, Ana Cristina e Dani. No ano passado, ao lado da Bárbara e da Camila Brait (as duas hoje no Finasa) e da Joyce (atualmente no Brasil Telecom), formavam a base principal do time do ABC paulista. O clube tinha um patrocinador pequeno e dependia basicamente do apoio da prefeitura da cidade de São Caetano. Por isso, a equipe era formada por jogadoras jovens, muitas das quais com passagens pelas seleções de base do Brasil. Mesmo com baixas expectativas, a equipe sempre brigava por títulos no Campeonato Paulista e não fazia feio na Superliga – na temporada passada terminou em 5º lugar.

A Edna defendeu a equipe de Brusque na temporada passada. Durante um bom tempo, foi considerada a melhor bloqueadora da Superliga 07/08 e foi uma das revelações do campeonato (apesar de já ser conhecida). Também na temporada passada, a Andréia voltou ao Brasil para brigar por uma vaga de titular no Finasa com a Adenísia. Ficou na reserva, mas foi importante em diversos jogos do time. E Thaís, ponteira que defendeu o Minas na temporada passada, contratada para ser a segunda do time. As três vieram para São Caetano para formar o "dream team" que iria desbancar Finasa e Rexona da hegemonia no vôlei feminino brasileiro.


E finalmente o trio dourado. Sheilla, Mari e Fofão. Os grandes reforços do time do ABC. As estrelas responsáveis por dar ao São Caetano, o seu primeiro título na Superliga. Em tese! Mari e Sheilla vieram do disputado (e rico) campeonato italiano. Foram campeãs. Na seqüência foram campeãs do Grand Prix e alcançaram a glória máxima a conquistarem o ouro em Pequim. A trajetória de Fofão também foi parecida. Absoluta na posição de levantadora da Seleção, saiu da Itália para ser campeã no Murcia da Espanha e assim como as outras duas também venceu o Grand Prix e as Olimpíadas.

Se você perguntasse a qualquer pessoa, antes do início da temporada, em quê iria dar essa mistura, a resposta vinha instantaneamente: VITÓRIA! Ninguém tinha dúvidas. Misturar juventude talentosa, com jogadoras consagradas é uma receita quase infalível. Ainda bem que existe a palavra “quase”. Na prática, o time do São Caetano não se encontrou. No comando estava um dos mais respeitados técnicos brasileiros, o Antônio Risola. Os jogos foram passando e o time não conseguia apresentar bons resultados. As jogadoras de seleção não conseguem render o esperado. Resultado: muda o técnico.

Com a elevação do Chicão ao cargo de técnico, o time parecia ter engrenado. Vitória sobre o Banespa e vitória sobre o Minas, finalista do primeiro torneio. O desafio ficaria mais pesado ao enfrentar o Pinheiros, time que mescla juventude e experiência e sempre dá trabalho para os grandes. Deu muito trabalho ao São Caetano. Tanto que venceu e de virada! Com direito a 25 x 13 no segundo set do jogo.

Eu entendo a pressão que o time do São Caetano deva viver. Os patrocinadores e o clube anunciaram a nova equipe como franca favorita. Montaram uma estrutura de primeiro mundo para as jogadoras. Mas, até agora, nada deu certo. E a equipe, rodada após rodada, vem decepcionando os fãs do vôlei e os torcedores (que até o ano passado não eram 10% do que é hoje).

Segundo definição de dois dos mais conceituados dicionários da língua portuguesa, a palavra relicário pode ter os seguintes significados: 1- caixa, cofre, lugar próprio para guardar relíquias; 2- bolsinha ou medalha com relíquias que algumas pessoas trazem ao pescoço, por devoção; firmal; 3- algo precioso, de grande valor, 4- Memória; coração.

Já que as memórias que ficam no coração, geralmente são as boas memórias, que tal as jogadoras lembrarem o que já fizeram, da capacidade que possuem em jogar voleibol e resolverem colocar tudo isso em prática? Todas elas já mostraram que são vencedoras e as são de fato. Mas só de nome não se consegue chegar a lugar algum. Potencial o time tem de sobra. Mas ele não pode ficar guardado em nenhuma caixa ou cofre. No esporte, o valor é para ser colocado para fora.
(*) Excepcionalmente hoje, a coluna DOIS TOQUES não será publicada.

sábado, 6 de dezembro de 2008

O SOL NASCE PARA TODOS. TODOS COM MAIS DE 1,80m.

Dia desses eu estava discutindo com amigos meus sobre o lema das Olimpíadas de Atlanta em 1996: “Faster, Higher and Stronger”. Traduzindo isso significa basicamente: Mais rápido, mais alto e mais forte. Um lema poderoso e bastante significativo. Esse é o ideal olímpico e todos querem alcançá-lo. Mas nem todos têm esse direito.

Sei que o “mais alto” do lema olímpico se refere a atingir as maiores marcas e se refere principalmente a esportes como o salto à distância, salto em altura e salto com vara. Mas é impressionante como a estatura tem sido um fator primordial em alguns esportes de alto-rendimento. No vôlei principalmente.

A cada ciclo olímpico fica evidente que os mais altos ganham mais espaço no vôlei. Desde as escolinhas que os técnicos prestam atenção naqueles de maior estatura e já os vêem como diamantes que precisam ser lapidados para no futuro se tornarem atletas de ponta. Os “baixinhos”, que muitas vezes são os mais talentosos, ou sonham em se tornarem líberos (posição que ainda permite uma estatura menor) ou então são obrigados a desistir do sonho de se tornar um profissional do esporte.

Nesta Superliga, alguns “baixinhos” chamam a atenção. No feminino, a atacante Thaís do Pinheiros/Mackenzie sempre se destaca. Com 1,74m, a ponteira é considerada alta até para alguns padrões mais exigentes da sociedade: muitas modelos famosas têm essa altura. Mas para o vôlei atual ela é considerada uma “anã”. Thaís tem uma impulsão fantástica e uma qualidade técnica mostrada por poucas jogadoras. Alguns defendem a sua convocação para a Seleção. Mas e se colocarmos ela em um jogo e tiver que bloquear uma Gamova da vida? Como fica a situação?

No Masculino, o líbero do Tigre/Unisul, Jair Pereira de apenas 1,71m, protagonizou uma das cenas mais inusitadas do campeonato, ao recuperar uma bola de forma fenomenal e terminar pontuando para a sua equipe. Mas quantos “Jaires” e “Thaíses” temos espalhados pelo Brasil que atualmente sequer podem sonhar com vôos mais altos, exatamente por “sofrerem” da falta de altura?

Certa vez, li um artigo que defendia a categorização do vôlei por altura. Por exemplo: Mundial de Vôlei Masculino Adulto para Jogadores com até 1,80m. Isso com certeza, apesar de muito mais trabalhoso para as federações e confederações, abriria espaço para muito mais pessoas desfrutarem do sonho dourado de defender o seu país em Olimpíadas. E quem sabe, no futuro veríamos um novo lema olímpico. Algo como: “Smarter, Skillful and Better”.

DOIS TOQUES

Resto do Mundo
Cinco jogadoras brasileiras foram convocadas para defender a “Seleção do Resto do Mundo” contra o time das Européias, no All Star Game do Campeonato Italiano. Eis a lista: Fernandinha - Levantadora (Busto Arsizio), Elisângela Paulino - Ponteira (Castellana Grotte), Luciana do Carmo - Ponteira (Conegliano), Soninha - Ponteira (Castellana Grotte) e Giovanna - Central (Chieri). O time será comandado pelo também brasileiro, Ângelo Vercesi, eleito o melhor técnico na temporada passada pelo Pesaro.

Peneira em São José dos Campos
A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de São José dos Campos, SP, realizará sua peneira no mês de dezembro, visando à formação de suas equipes masculinas que participarão dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Voleibol e Jogos Abertos da Juventude 2009. A seletiva será nos dias 17 e 18 de dezembro e os interessados deverão comparecer ao Clube Recreativo Orion, localizado na Avenida Brasil, 146, B. Monte Castelo, com cédula de identidade ou certidão de nascimento, além do material de treino.

A programação é a seguinte: Infanto-Juvenil (nascidos 91/ 92/ e 93) e Juvenil (nascidos 89 e 90) nos dias 17 e 18/12/08.

- manhã: a partir das 9h00
- tarde: a partir das 14h00

Atletas de outras cidades que necessitam de alojamento deverão enviar seus currículos pelo e-mail: voleibolmasculinopac@hotmail.com até o dia 10/12/08 e aguardar a confirmação através de e-mail ou contato telefônico. Os atletas selecionados contarão com uma infra-estrutura como: sala de musculação, piscina, ginásio para treinamento, moradia, alimentação, Uniforme para treino, Bolsa auxilio.

Maiores informações (12) 7812-2085 com Professor Fernando Basilio.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

E AGORA JOSÉ?

O momento de parar talvez seja a decisão mais difícil na vida de um atleta de alto nível. Por anos, ele abdica de muita coisa de sua vida para se manter em um nível competitivo: falta tempo para estudar, falta tempo para formar uma família. Conseguir conciliar tudo isso se torna uma tarefa praticamente impossível. Imagino que depois de tanto tempo vivendo apenas e para o esporte, muitos devam se perguntar: E agora? Como seguir adiante?

Talvez por não encontrarem respostas para tais questionamentos, muitos atletas tentam prolongar suas carreiras, mesmo não conseguindo mais exibir a vitalidade de outros tempos e permanecem, muitas vezes, apenas com o nome que conseguiram construir durante sua carreira desportiva. Em todos os esportes existem casos assim e no vôlei não é diferente.

Recentemente, a jogadora de vôlei de praia e ex-musa das quadras, Leila, anunciou que se aposentaria ao final desta temporada. A Leila teve uma carreira vitoriosa nas quadras: defendeu grandes equipes, conquistou títulos importantes pela Seleção Brasileira e talvez seja uma das jogadoras mais emblemáticas de sua geração. Mas depois de Sidney (2000) resolveu se aventurar pelas areias. Suas parceiras sempre foram jogadoras de destaque no cenário: Sandra Pires e Ana Paula foram as mais importantes. Em 2003, resolveu voltar às quadras para tentar disputar as Olimpíadas e após ficar de fora da equipe, retornou ao vôlei de praia.

Neste tempo, Leila nunca conseguiu um grande e importante título. Nunca conseguiu se firmar. Mas graças ao nome que possui, sempre conseguiu bons patrocinadores e assim conseguiu “esticar” sua carreira.

O caso da Leila é muito parecido com o Nalbert. Campeoníssimo com a Seleção Masculina e defendendo grandes times na Itália, após conquistar o ouro em Atenas, decidiu também seguir para o vôlei de praia. Nunca uma mudança de esporte no Brasil ganhou tanto destaque. Mas os resultados nunca apareceram. Nalbert tentou diversas parcerias que não vingaram até decidir voltar às quadras e tentar mais uma vez disputar uma edição de Olimpíadas. Mas ele já não rendia mais o mesmo que antes e ainda achou injusto o seu corte.

Como Nalbert e Leila, muitos jogadores de vôlei também não souberam a hora de parar. Atualmente na Superliga temos vários exemplos. No masculino, o time do Cimed conta com quatro atletas veteranos: o meio-de-rede Banana, os ponteiros Dirceu e Kid e o levantador Joel. Todos com mais de 35 anos e com exceção ao Kid e ao Joel, os outros já não conseguem apresentar o mesmo nível que seus companheiros de clube. No feminino, a veterana Estefânia ainda tenta jogar na equipe do Vôlei Futuro, assim como a oposta Bia e a cubana Indira Mestre, no time do Mackenzie.

Não deve ser fácil parar. Mas algo que é preciso prestar atenção é que também não se deve abrir mão das outras oportunidades que a vida dá além do esporte. Nem todo mundo tem talento para se tornar técnico, nem todo mundo se dá bem no vôlei de praia. Ao estender a carreira até os 40 anos, o atleta acaba por fechar uma série de portas para outras áreas. É preciso estar atento a isso e não correr o risco de ser lembrado como um fiasco que não soube a hora certa de dar tchau!

DOIS TOQUES

Resultado

A enquete que terminou ontem aqui no blog e perguntava “Qual time será o campeão da Superliga Masculina 08/09 teve um resultado surpreendente. Mesmo com a impecável campanha do time da Cimed / Brasil Telecom, a presença de dois campeões olímpicos ainda dá o favoritismo ao time do Minas. Ao todo, 60% dos votantes acham que a equipe mineira será a campeã desta edição. E haja torcida! E já está no ar a enquete para saber quem será o campeão da Superliga Feminina, segundo os nossos visitantes. Participe!

Voltando para casa
A experiente ponteira Raquel Peluci Xavier está de volta ao Brasil. Depois de reforçar o time do Rexona durante a Salompas Cup deste ano, a jogadora de 30 anos irá defender o time do Pinheiros / Mackenzie. Na última temporada, Raquel (medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney) foi campeã coreana e deve estrear na Superliga na próxima semana.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

NEM MAL CHEGOU...

Fui surpreendido, hoje à tarde, com a notícia de que o Rizola estaria deixando o comando do São Caetano / Blausiegel devido a problemas pessoais e de saúde. Uma situação estranha essa. Há cerca de uma semana, logo no primeiro post deste blog, comentei sobre a agradável entrevista que o técnico havia dado ao programa Roda de Vôlei, do canal BandSports. Ele me parecia muito à vontade e com um trabalho definido na cabeça, para o time do ABC paulista.

Depois de saber da notícia, fui relembrar a entrevista e realmente vi que nem tudo foi tão “bonito” como eu tinha interpretado da primeira vez. O Bruno Voloch (apresentador do programa) insistia demais em perguntas sobre harmonia do time, deu diversas “cutucadas” em algumas jogadoras, como se quisesse extrair algo do Rizola, que ele (Bruno) sabia, mas que precisava confirmar. Talvez eu não tenha levado a sério isso, pois esse tipo de comportamento é praxe do apresentador. Mas hoje vi que não.

O Rizola, por outro lado, insistia em dizer que estava tudo bem, elogiava demais algumas jogadoras (principalmente as menos famosas como a Suellen) e a todo momento reforçava a importância do patrocínio da Blausiegel, que proporcionou a contratação das três campeãs olímpicas: Mari, Sheilla e Fofão e dele mesmo, com o intuito de acabar com a hegemonia do Rexona e do Finasa na Superliga.
No início da temporada, comandado pelo assistente técnico Chicão na Copa Brasil (o Rizola estava com a Seleção Juvenil), o time do São Caetano causou uma boa impressão ao perder apenas a final para o Finasa, em um jogo muito disputado. Já sob o comando do Rizola, no início da Superliga o time decepcionou. Não fez uma campanha horrível no primeiro turno, mas muito aquém do esperado.

Ao pesquisar em alguns sites e comunidade sobre vôlei, fiquei sabendo que na verdade o Rizola não teria pedido afastamento do time e sim teria sido demitido. Fala-se em reunião de jogadoras e reuniões com patrocinador, atletas e comissão técnica. O fato é que o investimento foi alto e o patrocinador quer retorno. Retorno de mídia, até que está tendo, mas o retorno estava começando a ser tornar negativo com o baixo rendimento do time que até ganhava, mas não convencia.

Não sei se acredito em complô das jogadoras, mas realmente elas (principalmente as Olímpicas) não me pareciam à vontade com o técnico. É algo de se estranhar, já que Fofão e Sheilla já foram treinadas pelo Rizola e conhecem o estilo de trabalho dele e elas duas, ao lado da Mari, são com certeza as que têm as opiniões que mais são levadas em conta.

O time agora será treinado em definitivo pelo Chicão. Não sei se essa seria a melhor opção, mas segundo a imprensa noticiou, foram as próprias jogadoras que escolheram pela indicação do assistente técnico, que no ano passado, conseguiu um boa campanha com um São Caetano formado por jogadoras mais jovens e inexperientes.

É muito cedo para fazer uma análise mais aprofundada do que pode ter acontecido de fato, mas fica o alerta para o patrocinador de que vôlei não é futebol. Rexona e Finasa, tem mostrado ao longo dos anos que o investimento em longo prazo gera excelentes resultados. É esperar para ver.

DOIS TOQUES

Solidariedade
Parabéns ao time do Finasa que organizou uma campanha de arrecadação de alimentos e roupas para as vítimas das chuvas no estado de Santa Catarina. No jogo do último domingo, em que venceu o time catarinense do Pomerode (cuja cidade-sede foi uma das mais atingidas pela catástrofe) por 3 x 0, a torcida de Osasco atendeu o chamado do seu time e contribuiu bastante. As doações ainda podem ser feitas no Ginásio José Liberatti em Osasco e serão enviadas à Santa Catarina pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Com a bola toda

O oposto Théo, do Cimed/Brasil Telecom está com “fome de bola” nesta Superliga. É difícil ver um jogo em que o atleta não seja o maior pontuador do seu time e da partida. Na partida de estréia do segundo turno da competição o oposto marcou 16 pontos, sendo 14 de ataque, contra o time do Álvares Cabral (ES). O técnico da Seleção Brasileira, Bernardinho deve prestar muita atenção no Cimed. Além do filho dele, a equipe possui jogadores para todas as posições com muito talento para a renovação que está por vir na Seleção.

sábado, 29 de novembro de 2008

QUEM SERÁ?


Ontem eu não escrevi nenhum post, pois cheguei muito cansado do trabalho e simplesmente apaguei na cama. Então, esperei o jogo entre São Caetano e Banespa para finalmente me sentar e começar a digitar. Não vou falar do jogo, mas de um assunto que envolve uma jogadora do São Caetano: a Fofão. Ou melhor, das possíveis candidatas à vaga deixada por ela na Seleção Brasileira.

Desde que se deu início o ciclo olímpico que culminou na medalha de ouro em Pequim, José Roberto Guimarães começou uma busca por aquela que iria substituir a Fofão, quando ela se aposentasse da Seleção, depois das Olimpíadas. No primeiro round, a Carol venceu suas concorrentes e ficou com a vaga de suplente. Agora, um novo ciclo se inicia. Não tem mais Fofão e nem o fantasma da Venturinni rondando a todo tempo. É a hora das novatas mostrarem o seu valor. Mas quem seria a melhor ou as melhores opções para as vagas de levantadoras do Brasil?

A Carol Albuquerque, por ter se sagrado campeã olímpica (sem nunca ter conquistado a confiança do técnico e da torcida) larga nessa corrida, com uma pequena vantagem: tem experiência e bagagem na seleção, além de ser uma líder em quadra. Mas ela peca pela técnica.

Das realmente novatas, Dani Lins me parece ser a que tem mais chances. É alta, tem um toque excelente. Mas ainda não inspira confiança pela instabilidade mostrada em anos anteriores. E ainda existe a história de que há um certo clima negativo entre ela e o Zé Roberto. Mas com a cabeça no lugar, ela tem vantagem sobre a Carol.

Com menos chances de figurar entre as convocadas, a Fabíola é a que mais me agrada pelo comportamento. Tem espírito de levantadora: ousada, arrisca bastante e faz o time todo jogar. Mas lhe falta precisão. Dentre as mais citadas, Ana Tiemi é quem está em maior desvantagem. Optou por jogar no Finasa o ano passado, que poderia ter sido algo proveitoso já que a Carol passou um bom tempo com a Seleção. Mas este ano, continua na reserva e tem jogado pouco e quando joga, me parece não ter a seriedade necessária para quem postula a vaga na seleção. Talvez, se tivesse escolhido por jogar em um time menor, mas onde fosse titular e conseqüentemente mais vista, teria mais chances.

Correndo por fora, estão jogadoras menos conhecidas como Fernandinha, Ana Cristina e Camila Adão (essa por sinal é a melhor entre as novatas em minha opinião), mas as três têm uma grande desvantagem pela baixa estatura, coisa que é impensável no voleibol atual, em nível internacional (claro que há exceções, como a Takeshita, mas nenhuma delas tem a mesma habilidade da japonesa). E ainda vejo uma possibilidade remota, da Betina começar a aparecer mais.

As jogadoras são essas. Todas com qualidades e limitações. Quem vai chegar lá? Aquela que realmente mostrar que está querendo chegar. É preciso motivação e muito treino. Pois quem já teve Fofão e Venturinni não pode se conformar com pouco.

DOIS TOQUES

Segundo Tempo
Ao que parece, as duas principais forças do vôlei feminino no Brasil, Finasa e Rexona, não estão querendo dar chances a ninguém nessa segunda fase da Superliga. Os dois times estão treinando em dois períodos durante toda a semana. O Rexona, campeão do primeiro torneio estréia logo mais, às 18h (horário de Brasília) contra as mineiras do Praia Clube. O Finasa enfrenta as catarinenses do Pomerode, amanhã às 11h, tentando esquecer o fracasso no primeiro turno.

Vestiário
O levantador Marcelinho ficará de fora da partida de estréia do seu time, Tigre/Unisul, no segundo torneio da Superliga Masculina. O jogador, que foi julgado e suspenso por uma partida, teria ofendido verbalmente um árbitro durante a partida contra o time de Betim, no qual sua equipe perdeu. Na partida contra o Santo André, logo mais às 19h, quem jogará é o reserva Jotinha.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O MELHOR DO ANO!

O COB – Comitê Olímpico Brasileiro anunciou nesta quinta-feira, os melhores técnicos do ano de 2008. E com muito merecimento, o prêmio de melhor técnico do ano em esportes coletivos foi para José Roberto Guimarães. A meu ver, esse prêmio veio para reconhecer o trabalho de um sujeito que, por muitas vezes, foi bastante criticado (inclusive por mim) e sem nunca perder o foco no seu objetivo, alcançou a honrosa situação de único técnico bi-campeão olímpico.

O “Zé” é uma figura muito interessante. Foi ele um dos principais responsáveis pelo “boom” do vôlei no Brasil. O crescimento do esporte começou com a Geração de Prata, na década de 80, mas definitivamente foi após a conquista do ouro em Barcelona que o vôlei se transformou em uma das paixões do povo brasileiro. Zé Roberto conseguiu transformar um time de meninos em campeões olímpicos e ídolos de um país inteiro. Ele recebeu muitas críticas por não ter conseguido fazer o time brilhar da mesma forma em 1996, mesmo muitos sabendo que o problema daquele time foi o ego de muitos jogadores que estava bastante inflado. O técnico chegou a abandonar o vôlei e se aventurar pelo futebol. Mas a paixão falou mais alto.

Voltou ao vôlei, para desta vez trabalhar com mulheres, algo que já tinha feito muito tempo antes. Foi um re-começo tumultuado, mas aos poucos o Zé encontrou o caminho certo e levou o Finasa ao tri-campeonato da Superliga. Dali para a Seleção foi um pulo. Mas foi um pulo na fogueira. Zé Roberto assumiu a Seleção Feminina, pouco tempo antes das Olimpíadas de Atenas, depois de uma catastrófica passagem do técnico Marco Aurélio Motta pelo selecionado verde-amarelo. Foi ele o responsável por apresentar ao mundo, aquela que viria ser uma das maiores estrelas do voleibol na atualidade, a Mari. Na derrota em Atenas, teve hombridade e assumiu a culpa pelo fracasso, mesmo ela não sendo totalmente dele.

Em 2005, iniciou um processo de renovação na Seleção. Sob o olhar desconfiado de muitos e debaixo de provocações e insinuações, Zé Roberto continuou fazendo o que de melhor sabe fazer: trabalhar! E esse trabalho resultou no brilhante ouro de Pequim. Ouro “amarelo”, como ele fez questão de frisar em tom irônico, para aqueles que acusavam a Seleção de fraquejar nos momentos decisivos.

Esse prêmio veio coroar a carreira desse talentoso e lutador técnico brasileiro que, por vezes, foi ofuscado pelo comportamento “pirotécnico” de Bernardinho, numa comparação injusta e desnecessária que o brasileiro adora fazer. Parabéns “Zé”! O Brasil está com você!

DOIS TOQUES

Internacional
Olá pessoal que freqüenta o “Vôlei Comentado”! Quero agradecer mais uma vez aos elogios que tenho recebido pelo blog e com isso, me comprometer ainda mais em sempre trazer informações de qualidade para vocês. Na terça-feira, eu instalei no blog um serviço que mede a audiência que estou tendo e a minha surpresa é que em dois dias, vi que já tive mais de 300 visitas, que as pessoas estão passando em média 3 minutos lendo o blog (um tempo excelente em se tratando de internet) e o mais surpreendente é ver que gente do mundo todo está lendo o blog: além do Brasil, recebi visita dos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Finlândia, Coréia do Sul, Japão, Malásia e até do Vietnã. Muito obrigado a todos!

Alteração
Acredito que muitos já devam saber, mas a tabela da Superliga Feminina sofreu alterações. O jogo entre São Caetano/Blausigel e Banespa/Medley que aconteceria nesta sexta-feira (28/11) às 20h30 (horário de Brasília) foi transferido para o sábado (29/11), a partir do meio-dia (horário de Brasília). Será uma boa oportunidade de ver em ação o time do Banespa, que foi responsável por uma das maiores surpresas dessa Superliga ao vencer o poderoso Finasa. E também poderemos ver se as três campeãs olímpicas do São Caetano, finalmente encontrarão o seu jogo. A partida será transmitida pelo canal Sportv. Vale a pena conferir!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

FAMÍLIA? QUE FAMÍLIA! QUE FAMÍLIA?



Primeiramente, gostaria de agradecer à participação de todos que estão visitando o blog, seja elogiando, criticando ou sugerindo. É justamente da sugestão de um leitor que parte o meu texto de hoje. No seu comentário, o leitor pediu que eu escrevesse sobre a mística da chamada “Família Bernardinho”, título que acompanhou a Seleção Masculina de Vôlei nos últimos oito anos.

Não é fácil abordar esse assunto. É um assunto polêmico, pois trata da imagem de um grande treinador, que diferente de outros esportes e até mesmo no vôlei, alcançou o status de ídolo, ao mesmo tempo em que os atletas, que são aqueles que geralmente ganham os louros das vitórias. Também não é fácil para mim, como fã do Bernardo, opinar sobre o assunto. Mas opiniões existem para serem expostas e aqui vou eu!

Ao usarmos a palavra “família” para designar qualquer outro grupo de pessoas, que não a própria família, estamos querendo dizer que ali estão presentes conceitos comuns em qualquer família como amor, cumplicidade, companheirismo, compreensão. A expressão “Família Bernardinho”, não foi criada por ninguém da seleção. A imprensa – e eu faço parte dela – é quem adora adjetivar as coisas e criou esse pseudônimo para a Seleção Brasileira. Mas o Bernardinho aceitou. Não só aceitou como sempre destacou essa característica em sua equipe.

Ao fazer isso, o Bernardo também aceitou a imagem de pai e como tal, vieram as responsabilidades de prover, de manter unida, de indicar o caminho. Ao longo dos oito anos à frente da Seleção, poucas foram as alterações no grupo de 12 jogadores. De Atenas para Pequim, somente quatro novos jogadores figuraram na lista do Bernardo. Dos que saíram, dois optaram pela aposentadoria, um resolveu ir para o vôlei de praia, depois quis voltar, mas não tinha o mesmo pique e um debandou por problemas com o grupo, com a família.

E é aí que mora a dúvida. Sabemos que um grupo que se sente como família, torna-se mais fortalecido, um sabe que pode contar com o outro, um entende melhor o outro. Por outro lado, Seleção é lugar para os melhores estarem jogando. Não quero julgar a posição do Bernardo. Mas acredito que isso foi uma faca de dois gumes. Por acreditar que necessitava de um time coeso, unido, uma geração de jovens talentos por pouco não foi perdida. Vamos passar por uma renovação na seleção, onde os novatos já têm em média 24 ou 25 anos. Com essa idade, muitos dos jogadores que defenderam o Brasil em Pequim já eram veteranos.

É preciso ter cuidado quando zelamos demais por alguma coisa. Tudo em excesso torna-se prejudicial. Um grupo forte, unido, onde existe cumplicidade é muito bom, diria que é essencial até. Mas um bom ambiente de camaradagem e amizade, às vezes pode mascarar problemas técnicos que por ventura, venham a existir. É preciso que o comandante (ou pai) tenha o discernimento para conseguir manter o afastamento saudável que o permita tomar decisões duras, que até podem ser ruins para ele mesmo, mas que sejam boas para o grupo e para o Brasil, principalmente.

DOIS TOQUES
“Jenny” diz adeus ao Tio Sam
A chinesa Lang Ping deixou o comando da Seleção Feminina de Vôlei dos Estados Unidos. Após quatro anos como técnica do selecionado americano e de ter levado o time a uma surpreendente medalha de prata em Pequim, “Jenny” como é chamada por lá, disse que no momento preferia se dedicar mais à família e quem sabe trabalhar em algum clube, onde a temporada é mais curta. Curiosamente, as três medalhas olímpicas que Lang Ping possui estão relacionadas aos Estados Unidos. Em Los Angeles (1984) ela conquistou o ouro como jogadora. Em Atlante (1996) levou o time do seu país à conquista da medalha de prata e em Pequim, foi prata novamente no comando do time americano.

Chove sem parar...
A chuva que vem assolando o estado de Santa Catarina há mais de 60 dias, tem trazido prejuízos ao vôlei nacional. O estado abriga quatro times que disputam a Superliga, dois no feminino (Brasil Telecom e Cativa Pomerode) e dois no masculino (Cimed e Unisul). A estrada que liga Pomerode à capital Florianópolis estava completamente fechada até a manhã desta quarta-feira, o que impediria o time de embarcar de avião para Osasco, onde enfrenta time do Finasa no próximo domingo. Algumas jogadoras não estavam nem conseguindo ir treinar, pois moram em cidades vizinhas e as estradas estão fechadas. Na final do primeiro turno da Superliga Masculina, entre Cimed e Minas, a chuva gerou inúmeras goteiras no ginásio, dando trabalho aos enxugadores de quadra. Brusque e Pomerode são cidades que têm vítimas das enchentes causadas pela chuva. Vamos torcer para que tudo termine bem.



terça-feira, 25 de novembro de 2008

FICARAM NO QUASE


Alex na época em que defendia a Ulbra

Hoje, assistindo ao jogo que abriu o segundo turno da Superliga Masculina (Suzano x Bento), me deparei com um atleta que há muito tempo eu não via jogar: Alex Lenz, defendendo o time de Bento Gonçalves. De 1998 até 2004, confesso que acompanhei pouco o vôlei brasileiro, me permitindo apenas a ver os jogos das nossas seleções, e mesmo assim em poucas ocasiões e pode ser por isso que fazia tempo que não via o Alex Lenz. Mas não é especificamente dele que eu vou me referir neste texto de hoje.

O Alex é um exemplo de jogadores que “ficaram no quase”. Me lembro que ele começou a despontar para o vôlei brasileiro no final da década de 90, quanto o então técnico da Seleção Brasileira, Radamés Lattari, promoveu algumas renovações do time. Aquela seleção, a meu ver foi a recordista de atletas que não engrenaram, que não explodiram e que continuam ou terminaram a carreira como jogadores medianos.

Assim como o Alex, naquela época surgiram nomes como Joel e Ricardo Roim, que também não engrenaram. Esse último, por sinal, foi o maior desperdício de potencial que eu já vi. Naquela época, aqui no Brasil, era difícil ver jogadores com mais de 2 metros de altura e o Roim tinha 2,09m, se bem me lembro.

Um pouco antes, ainda sob o comando do Zé Roberto, algumas novas caras apareceram na Seleção Brasileira que também não vingaram ou se perderam no meio do caminho. O caso que mais me chamou atenção foi o do Pinha, um jogador de muita força e explosão, que chegou a disputar as Olimpíadas de Atlanta, mas que me parecia não querer muita coisa com o esporte. Mas existiram outros como os meios-de-rede Reinaldo e Alexandre Sloboda.

No feminino, que eu me recorde, não existiram tantos casos assim. Mas me lembro da Estefânia que era apontada como grande promessa do vôlei. A Fabiana Berto, que chegou a ser chamada de “a futura Fernanda Venturinni”, pelo próprio Bernardinho e mais recentemente, na conturbada passagem do técnico Marco Aurélio Motta pela seleção, os casos da Ciça e da Luciana Adorno.

Em todos esses casos, eu me pergunto: como pode um atleta de ponta, que tem toda a melhor estrutura disponível para desenvolver seu voleibol, deixar essas chances escaparem? Será falta de motivação, como acho que foi no caso do Pinha? Será que foram erros na administração da própria carreira, como acredito que tenha sido os casos da Estefânia e do Ricardo Roim?

Aparentemente, o crescimento do voleibol brasileiro nos últimos anos ultrapassou os limites das quadras e hoje vemos que os atletas têm acompanhamento profissional desde as categorias de base. E isso é muito bom. Não que eu ache que todo atleta deva e tenha condições de chegar a uma seleção brasileira, mas que pelo menos se mantenha na elite do vôlei nacional. E para ser sincero... gostei de ver o Alex Lenz jogando.

DOIS TOQUES
Tchau!
O tempo não anda bom para os técnicos brasileiros na Itália. Em menos de quinze dias, dois foram demitidos dos seus times. Na semana passada, o ex-técnico da Seleção Brasileira, Radamés Lattari foi mandado embora do Martina Franca, que ocupava a nona posição na classificação, após 8 rodadas. E hoje, o time do Treviso anunciou a demissão do técnico brasileiro Renan Dal Zotto. O ex-jogador medalhista de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, havia sido contratado para fazer o time brilhar este ano, depois da péssima campanha do ano passado e para isso levou para o time o levantador Ricardinho que estava jogando ao lado do seu ex-colega de seleção Gustavo Endres. Mas com quatro derrotas em cinco jogos, foi difícil Renan permanecer no comando da equipe. Pelo visto, ser técnico brasileiro com sobrenome italiano, na Itália, não está dando sorte.

Rindo à toa
Enquanto isso, outro técnico brasileiro, que não tem sobrenome italiano, está se dando bem em terras italianas. José Roberto Guimarães está comandando o seu Scavollini Pesaro ao bi-campeonato italiano nesta temporada. No ano passado, “Zé” ficou apenas como coordenador esportivo do clube para dedicar mais atenção à seleção que foi campeã em Pequim. Sem Sheilla e Mari que retornaram ao Brasil, a equipe italiana conta este ano com outra brasileira, Jaqueline.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A DANÇA DAS MULHERES


A CBV divulgou hoje as estatísticas gerais do primeiro turno, tanto da Superliga Masculina, quanto da Feminina. Entre tantos dados, existem algumas curiosidades que chamam a atenção, principalmente no feminino. Muito se fala sobre a instabilidade das mulheres do vôlei. E isso não deixa de ser verdade. É comum ver jogos com placares de 3 x 2, onde um determinado time vencia a partida por 2 x 0 e permitiu a reação do adversário. Ou sets em que um time faz 8 pontos seguindo e logo depois sofre mais 8 pontos. Nessa primeira fase de Superliga, algumas partidas em especial provam esse meu ponto de vista.

O Osasco montou um time para desbancar qualquer outro da sua chave, neste primeiro turno. O time conta com quatro atletas campeãs olímpicas (Carol Albuquerque, Paula Pequeno, Sassá e Thaísa) e jovens talentos promissores, com passagens pela seleção adulta (Ana Tiemi, Natália e Lia). Na sua chave, os principais adversários seriam o Pinheiros (de quem venceu fácil nas finais do Paulista) e a jovem equipe do Minas. À primeira vista, um caminho fácil para chegar à final do primeiro turno. Mas estamos falando de mulheres...

Na terceira rodada do turno inicial da competição, o Osasco conseguiu a proeza de estar ganhando de 2 x 0 do frágil time do Banespa, com um segundo set com placar arrasador (25 x 9) e permitiu a virada do time da capital paulista, perdendo no tie-break por 15 x 9. Na rodada seguinte, venceu o Minas (que fez a final contra o Rexona) por 3 x 0. E na rodada final, bastava vencer o Pinheiros que garantiria a vaga para a final. O resultado vocês já sabem qual foi...

A mesma coisa aconteceu com o São Caetano. Na primeira rodada, gerou polêmica a derrota do time para o renovado e nem tão forte quanto no ano passado, time do Brusque. O “Sanca” que conta com três das principais jogadoras campeãs olímpicas (Mari, Sheilla e Fofão) amargou a derrota e demorou para recuperar o fôlego na competição. Tanto que ficou de fora da final.

Curiosamente, o mesmo Brusque que venceu o São Caetano, sofreu para vencer o, apenas esforçado, Mackenzie, no jogo com maior tempo de duração do primeiro turno (2h32), com o tie-break mais longo também (22 minutos). Mais curioso ainda é que quando o São Caetano enfrentou o time mineiro aplicou a maior diferença de placar no primeiro turno (25 x 7), no jogo mais rápido até o momento (1h02).

Essa instabilidade verificada no vôlei feminino é algo que quebra a cabeça dos técnicos há muito tempo. A Seleção Feminina, no fatídico 24 x 19 em Atenas, foi o exemplo maior dessa instabilidade que acomete as mulheres do vôlei. Mas a postura das mulheres do Brasil, em Pequim, mostra que um trabalho bem feito sempre gera bons resultados. É certo que existem diversos fatores que realmente diferenciam o trabalho com atletas mulheres do trabalho com atletas homens. Mas se esses fatores já são conhecidos, então que sejam trabalhados para serem evitados ou pelo menos minimizados.

DOIS TOQUES
Confirmado
O técnico Bernardinho confirmou a sua permanência à frente da Seleção Brasileira Masculina de Vôlei até os Jogos Olímpicos de Londres em 2012. É provável que no ano que vem, o técnico promova algumas renovações no selecionado brasileiro, com a possível aposentadoria de jogadores veteranos. Anderson e Gustavo já anunciaram que não defendem mais o time do Brasil. Marcelinho, André Heller, Serginho e Giba não garantem se continuam ou não no time. De certo é que a Seleção Brasileira já não era um time de garotos e que existe uma geração talentosa esperando por uma oportunidade e que merecem uma chance antes que cheguem velhos e tenham pouco tempo para defender a Seleção. Mas o Bernardo sabe o que faz. Vamos esperar para ver.

Intriga
Não é de hoje que a levantadora Dani Lins vem se destacando como uma das melhores na sua posição. Porém, existem diversos boatos que dizem que ela não chega à seleção principal devido a problemas pessoais com o técnico José Roberto Guimarães. No meu ponto de vista, a Dani Lins é a mais talentosa entre as postulantes à vaga deixada pela Fofão, mas ainda peca pela instabilidade. Uma jogadora profissional não deveria receber orientações primárias de como tocar na bola em pleno jogo (como foi mostrado na TV durante a transmissão da Salompas Cup). Precisa trabalhar bastante o lado emocional, pois provando que é a melhor não tem problema pessoal que impeça que ela chegue no lugar mais almejado por qualquer jogadora.

domingo, 23 de novembro de 2008

E PINTAM OS PRIMEIROS FAVORITOS

Fala galera fã de vôlei!

Estou inaugurando esse espaço, pois como fã e ex-atleta de vôlei, sempre achei necessário mais espaços para discutir esses esporte que nos últimos tempos tem sido o verdadeiro orgulho do nosso país. Espero contar com a contribuição de vocês com sugestões, críticas, fotos e o que mais acharem interessante para tornar esse blog um verdadeiro espaço dos admiradores do vôlei brasileiro. Me comprometo a tentar ser o mais imparcial possível e apenas expor as minhas considerações sobre o momento atual do esporte, dos atletas e dos técnicos.

Para começar, não tinha como não falar das finais do primeiro turno da Superliga. No feminino, deu Rexona. No masculino, Cimed. Ao que parece, a família Rezende faz jus ao ditado que diz: “Deus ajuda a quem cedo madruga!”. Bernardinho não é considerado o melhor técnico de vôlei do mundo por um acaso. Perfeccionista, os oito anos vencedores com a seleção masculina são provas mais que concretas que o trabalho duro gera resultados. Nessa Superliga, ele nos deu mais uma prova.

A competição começou e o time multicampeão do Rio de Janeiro, diferente de outras edições, chegou com status de coadjuvante. Só se falava de Finasa, com o reforço de Sassá e Thaísa (ambas ex-atletas do Rio) e do São Caetano, que tem como base três estrelas olímpicas: Mari, Sheilla e Fofão. Os reforços do Rexona? As preteridas de Zé Roberto, Carol Gattaz e Joycinha e a “veterana” Érika. Na Copa Brasil, o time chegou a ser motivo de piada, ficando fora da final.

Com muita paciência e trabalho, Bernardinho mostrou que o seu time está na competição para brigar pelo título, aliás, como ele sempre faz. O que mais me surpreendeu no time do Rexona, foram exatamente as atuações dos três reforços da equipe, tão criticadas no início da temporada. A Érika finalmente entendeu que ela não é mais a jogadora decisiva de anos anteriores e está compondo o time, principalmente no fundo de quadra, perfeitamente, ao lado de Fabi. Carol Gattaz está mais versátil, mais rápida e mais forte!

E finalmente Joycinha, que é a maior pontuadora da competição. Eu sei que muitas pessoas vão dizer: “Ah... ano passado ela também foi a maior pontuadora”. Foi sim, mas ela jogava no Pinheiros, com jogadoras mais fracas e onde ela quem tinha que decidir. Sem contar que ela atacava 100 bolas para fazer 30 pontos. A Joycinha está se destacando em um time que tem Fabiana, a única jogadora de meio que realmente é decisiva no ataque e que sempre se destacou como a maior ponturadora do time carioca. E não só isso... a Joycinha está literalmente comendo a bola, liderando também as estatísticas de defesa. Definitivamente, o Bernardo deu outra vida à Joycinha.


No masculino a Cimed, comandada pelo Bruninho (filho do Bernardo) despachou o Minas na final. O Minas, que repatriou os dois Andrés da Seleção Brasileira e que pintava como grande favorito, caiu ante à juventude talentosa do time catarinense. Em tempos de grande expectativa sobre a renovação na Seleção, o time da Cimed nos apresenta ótimas opções em todos os seus jogadores, incluindo aí os menos badalados, Mário Jr., Théo e Renato, além dos já conhecidos Éder, Lucas, Bruninho e Thiago Alves.

É claro que a competição ainda tem mais três turnos, antes dos playoffs finais. Daqui até o final, com certeza veremos um crescimento do São Caetano no feminino e um Finasa bem mais ajustado. No masculino, acredito que o Minas vai realmente se tornar o grande favorito e que o Suzano também vá melhorar, assim como o Betim que conta com um repatriado Leandrão em fase inspirada. Mas as equipes que, direta ou indiretamente, têm a influência da família Rezende começaram mostrando a que vieram. Parabéns aos dois times!

DOIS TOQUES

Sinceridade
Gostei da entrevista que o técnico do São Caetano/Blausiegel, Antônio Rizolla, deu ao jornalista Bruno Voloch, no programa Roda de Vôlei do canal BandSports. Ele mostrou muita consciência do trabalho que está fazendo e foi muito sincero em mostrar que está insatisfeito com o baixo desempenho do time no início da competição, mas que esperava que isso acontecesse. Mesmo sem chegar à final do primeiro torneio da Superliga, o time de Fofão, Mari e Sheilla mostrou um crescimento nos últimos jogos, que reflete o trabalho que Rizolla disse estar fazendo.

Transmissão
No lançamento da Superliga, o presidente da CBV, Ary Graça fez questão de anunciar que essa seria a maior edição da competição nos últimos anos e que teria a maior cobertura televisiva dos últimos tempos. Mas não é isso que estamos vendo. A Sportv tem revezado a transmissão de jogos, entre masculino e feminino, com apenas um jogo durante a semana e outro no final de semana. E a transmissão dos jogos finais de torneios, que foi anunciado que seria feita em canal aberto pela Globo, também não aconteceu. O que será que o vôlei ainda precisa provar para ganhar mais atenção das TV’s brasileiras?