A CBV divulgou hoje as estatísticas gerais do primeiro turno, tanto da Superliga Masculina, quanto da Feminina. Entre tantos dados, existem algumas curiosidades que chamam a atenção, principalmente no feminino. Muito se fala sobre a instabilidade das mulheres do vôlei. E isso não deixa de ser verdade. É comum ver jogos com placares de 3 x 2, onde um determinado time vencia a partida por 2 x 0 e permitiu a reação do adversário. Ou sets em que um time faz 8 pontos seguindo e logo depois sofre mais 8 pontos. Nessa primeira fase de Superliga, algumas partidas em especial provam esse meu ponto de vista.
O Osasco montou um time para desbancar qualquer outro da sua chave, neste primeiro turno. O time conta com quatro atletas campeãs olímpicas (Carol Albuquerque, Paula Pequeno, Sassá e Thaísa) e jovens talentos promissores, com passagens pela seleção adulta (Ana Tiemi, Natália e Lia). Na sua chave, os principais adversários seriam o Pinheiros (de quem venceu fácil nas finais do Paulista) e a jovem equipe do Minas. À primeira vista, um caminho fácil para chegar à final do primeiro turno. Mas estamos falando de mulheres...
Na terceira rodada do turno inicial da competição, o Osasco conseguiu a proeza de estar ganhando de 2 x 0 do frágil time do Banespa, com um segundo set com placar arrasador (25 x 9) e permitiu a virada do time da capital paulista, perdendo no tie-break por 15 x 9. Na rodada seguinte, venceu o Minas (que fez a final contra o Rexona) por 3 x 0. E na rodada final, bastava vencer o Pinheiros que garantiria a vaga para a final. O resultado vocês já sabem qual foi...
A mesma coisa aconteceu com o São Caetano. Na primeira rodada, gerou polêmica a derrota do time para o renovado e nem tão forte quanto no ano passado, time do Brusque. O “Sanca” que conta com três das principais jogadoras campeãs olímpicas (Mari, Sheilla e Fofão) amargou a derrota e demorou para recuperar o fôlego na competição. Tanto que ficou de fora da final.
Curiosamente, o mesmo Brusque que venceu o São Caetano, sofreu para vencer o, apenas esforçado, Mackenzie, no jogo com maior tempo de duração do primeiro turno (2h32), com o tie-break mais longo também (22 minutos). Mais curioso ainda é que quando o São Caetano enfrentou o time mineiro aplicou a maior diferença de placar no primeiro turno (25 x 7), no jogo mais rápido até o momento (1h02).
Essa instabilidade verificada no vôlei feminino é algo que quebra a cabeça dos técnicos há muito tempo. A Seleção Feminina, no fatídico 24 x 19 em Atenas, foi o exemplo maior dessa instabilidade que acomete as mulheres do vôlei. Mas a postura das mulheres do Brasil, em Pequim, mostra que um trabalho bem feito sempre gera bons resultados. É certo que existem diversos fatores que realmente diferenciam o trabalho com atletas mulheres do trabalho com atletas homens. Mas se esses fatores já são conhecidos, então que sejam trabalhados para serem evitados ou pelo menos minimizados.
DOIS TOQUES
O técnico Bernardinho confirmou a sua permanência à frente da Seleção Brasileira Masculina de Vôlei até os Jogos Olímpicos de Londres em 2012. É provável que no ano que vem, o técnico promova algumas renovações no selecionado brasileiro, com a possível aposentadoria de jogadores veteranos. Anderson e Gustavo já anunciaram que não defendem mais o time do Brasil. Marcelinho, André Heller, Serginho e Giba não garantem se continuam ou não no time. De certo é que a Seleção Brasileira já não era um time de garotos e que existe uma geração talentosa esperando por uma oportunidade e que merecem uma chance antes que cheguem velhos e tenham pouco tempo para defender a Seleção. Mas o Bernardo sabe o que faz. Vamos esperar para ver.
Intriga
Não é de hoje que a levantadora Dani Lins vem se destacando como uma das melhores na sua posição. Porém, existem diversos boatos que dizem que ela não chega à seleção principal devido a problemas pessoais com o técnico José Roberto Guimarães. No meu ponto de vista, a Dani Lins é a mais talentosa entre as postulantes à vaga deixada pela Fofão, mas ainda peca pela instabilidade. Uma jogadora profissional não deveria receber orientações primárias de como tocar na bola em pleno jogo (como foi mostrado na TV durante a transmissão da Salompas Cup). Precisa trabalhar bastante o lado emocional, pois provando que é a melhor não tem problema pessoal que impeça que ela chegue no lugar mais almejado por qualquer jogadora.

8 comentários:
Dani Lins tem tudo mesmo pra ir para a seleção.Mas no Salampoas ela tava péssima.Espero que ela melhore nessa questão de instabilidade o mais rápido possível...Quanto a esse problema com o Zé, eu até hoje não sei da história. Tomara que seja somente boato!!!
Sábias observações Frederico, mas vai entender as mulheres.
obs:o blog está exelente, parabéns
As mulheres, no vôlei, de fato são muito instáveis, e é isso que me fascina no feminino, um jogo nunca está decido antes que se ganhe o 3° set, um set que está folgado pode-se perder e por aí vai... Acho que por isso que gosto tanto do vôlei das mulheres. Quanto a Lins, ela realmente é muito boa, essa possível intriga entre ela e o Zé, às vezes acho que é só boato, mas pensando friamente, porque ele não a levou pra olimpíada sendo que ela era a melhor levantadora da Superliga?! Vai saber... Mas, para o bem da Seleção espero que ela evolua e dê tudo certo entre eles.
Frederico, uma sugestão? Leia este post: http://papodevolei.blogspot.com/2008/10/meninos-e-meninas.html
Achei ele muito interessante, pois eu não concordo com esse papo de que as mulheres são instáveis por serem mulheres, meu objetivo não é fazer propaganda do blog citado acima, é apenas um ponto de vista que eu acho interessante levar em consideração.
Gostei muito do seu blog, espero que você não desista dele, pois realmente faltam fontes sobre o "mundo do vôlei" no Brasil. xD
OTIMO BLOG PARABENS!
As mulheres são mais instáveis que os homens por causa da bomba de hormonios que são. Uma vez ao mes a bomba explode e todo mundo conhece o fim da história.
Mas Pequim mostrou que se um acompanhamento for feito com o time, essa instabilidade some. Acho que o trabalho com psicologos deveria ser a coisa mais normal no esporte, da mesma forma que tem o treinador, ter o psicologo. A ajuda deles é de grande tamanho.
Ah, não só para os times e modalidades femininos, para os masculinos também. Vide final da copa de 98.
...Realmente a Dani Lins é uma ótima levantadora...Só que tbm está mto instável...durante as partidas ela tem mtas ocilações...Mas isso com o tempo...e com um trabalho intenso...com certeza chegara com um nivel elevado a seleção...e qt a problemas com o Zé....deve ser mais um das especulações da midia...
Blog excelente!!! Parabéns!!
Gostaria que você comentasse algo a respeito da chamada "Família Bernardinho"...Será que esse lance de "grupo" corresponde a noção de "Seleção". Digo isso porque há uma notória dificuldade do Bernardo em não convocar outras pessoas que, no momento, estejam rendendo muito mais, para não desfigurar o time.
Insistir em André Heller, Anderson, e outros ( bons jogadores, sem dúvida), que não estavam/estão num bom ano, e deixar de lado grandes revelações como Lucão e Samuel(como Oposto!), me parece muito equivocado.
Abraços
Sérgio Benatti
Juiz de Fora - MG
Postar um comentário