Ontem eu não escrevi nenhum post, pois cheguei muito cansado do trabalho e simplesmente apaguei na cama. Então, esperei o jogo entre São Caetano e Banespa para finalmente me sentar e começar a digitar. Não vou falar do jogo, mas de um assunto que envolve uma jogadora do São Caetano: a Fofão. Ou melhor, das possíveis candidatas à vaga deixada por ela na Seleção Brasileira.
Desde que se deu início o ciclo olímpico que culminou na medalha de ouro em Pequim, José Roberto Guimarães começou uma busca por aquela que iria substituir a Fofão, quando ela se aposentasse da Seleção, depois das Olimpíadas. No primeiro round, a Carol venceu suas concorrentes e ficou com a vaga de suplente. Agora, um novo ciclo se inicia. Não tem mais Fofão e nem o fantasma da Venturinni rondando a todo tempo. É a hora das novatas mostrarem o seu valor. Mas quem seria a melhor ou as melhores opções para as vagas de levantadoras do Brasil?
A Carol Albuquerque, por ter se sagrado campeã olímpica (sem nunca ter conquistado a confiança do técnico e da torcida) larga nessa corrida, com uma pequena vantagem: tem experiência e bagagem na seleção, além de ser uma líder em quadra. Mas ela peca pela técnica.
Das realmente novatas, Dani Lins me parece ser a que tem mais chances. É alta, tem um toque excelente. Mas ainda não inspira confiança pela instabilidade mostrada em anos anteriores. E ainda existe a história de que há um certo clima negativo entre ela e o Zé Roberto. Mas com a cabeça no lugar, ela tem vantagem sobre a Carol.
Com menos chances de figurar entre as convocadas, a Fabíola é a que mais me agrada pelo comportamento. Tem espírito de levantadora: ousada, arrisca bastante e faz o time todo jogar. Mas lhe falta precisão. Dentre as mais citadas, Ana Tiemi é quem está em maior desvantagem. Optou por jogar no Finasa o ano passado, que poderia ter sido algo proveitoso já que a Carol passou um bom tempo com a Seleção. Mas este ano, continua na reserva e tem jogado pouco e quando joga, me parece não ter a seriedade necessária para quem postula a vaga na seleção. Talvez, se tivesse escolhido por jogar em um time menor, mas onde fosse titular e conseqüentemente mais vista, teria mais chances.
Correndo por fora, estão jogadoras menos conhecidas como Fernandinha, Ana Cristina e Camila Adão (essa por sinal é a melhor entre as novatas em minha opinião), mas as três têm uma grande desvantagem pela baixa estatura, coisa que é impensável no voleibol atual, em nível internacional (claro que há exceções, como a Takeshita, mas nenhuma delas tem a mesma habilidade da japonesa). E ainda vejo uma possibilidade remota, da Betina começar a aparecer mais.
As jogadoras são essas. Todas com qualidades e limitações. Quem vai chegar lá? Aquela que realmente mostrar que está querendo chegar. É preciso motivação e muito treino. Pois quem já teve Fofão e Venturinni não pode se conformar com pouco.
DOIS TOQUES
Segundo Tempo
Ao que parece, as duas principais forças do vôlei feminino no Brasil, Finasa e Rexona, não estão querendo dar chances a ninguém nessa segunda fase da Superliga. Os dois times estão treinando em dois períodos durante toda a semana. O Rexona, campeão do primeiro torneio estréia logo mais, às 18h (horário de Brasília) contra as mineiras do Praia Clube. O Finasa enfrenta as catarinenses do Pomerode, amanhã às 11h, tentando esquecer o fracasso no primeiro turno.
Vestiário
O levantador Marcelinho ficará de fora da partida de estréia do seu time, Tigre/Unisul, no segundo torneio da Superliga Masculina. O jogador, que foi julgado e suspenso por uma partida, teria ofendido verbalmente um árbitro durante a partida contra o time de Betim, no qual sua equipe perdeu. Na partida contra o Santo André, logo mais às 19h, quem jogará é o reserva Jotinha.











