sábado, 6 de dezembro de 2008

O SOL NASCE PARA TODOS. TODOS COM MAIS DE 1,80m.

Dia desses eu estava discutindo com amigos meus sobre o lema das Olimpíadas de Atlanta em 1996: “Faster, Higher and Stronger”. Traduzindo isso significa basicamente: Mais rápido, mais alto e mais forte. Um lema poderoso e bastante significativo. Esse é o ideal olímpico e todos querem alcançá-lo. Mas nem todos têm esse direito.

Sei que o “mais alto” do lema olímpico se refere a atingir as maiores marcas e se refere principalmente a esportes como o salto à distância, salto em altura e salto com vara. Mas é impressionante como a estatura tem sido um fator primordial em alguns esportes de alto-rendimento. No vôlei principalmente.

A cada ciclo olímpico fica evidente que os mais altos ganham mais espaço no vôlei. Desde as escolinhas que os técnicos prestam atenção naqueles de maior estatura e já os vêem como diamantes que precisam ser lapidados para no futuro se tornarem atletas de ponta. Os “baixinhos”, que muitas vezes são os mais talentosos, ou sonham em se tornarem líberos (posição que ainda permite uma estatura menor) ou então são obrigados a desistir do sonho de se tornar um profissional do esporte.

Nesta Superliga, alguns “baixinhos” chamam a atenção. No feminino, a atacante Thaís do Pinheiros/Mackenzie sempre se destaca. Com 1,74m, a ponteira é considerada alta até para alguns padrões mais exigentes da sociedade: muitas modelos famosas têm essa altura. Mas para o vôlei atual ela é considerada uma “anã”. Thaís tem uma impulsão fantástica e uma qualidade técnica mostrada por poucas jogadoras. Alguns defendem a sua convocação para a Seleção. Mas e se colocarmos ela em um jogo e tiver que bloquear uma Gamova da vida? Como fica a situação?

No Masculino, o líbero do Tigre/Unisul, Jair Pereira de apenas 1,71m, protagonizou uma das cenas mais inusitadas do campeonato, ao recuperar uma bola de forma fenomenal e terminar pontuando para a sua equipe. Mas quantos “Jaires” e “Thaíses” temos espalhados pelo Brasil que atualmente sequer podem sonhar com vôos mais altos, exatamente por “sofrerem” da falta de altura?

Certa vez, li um artigo que defendia a categorização do vôlei por altura. Por exemplo: Mundial de Vôlei Masculino Adulto para Jogadores com até 1,80m. Isso com certeza, apesar de muito mais trabalhoso para as federações e confederações, abriria espaço para muito mais pessoas desfrutarem do sonho dourado de defender o seu país em Olimpíadas. E quem sabe, no futuro veríamos um novo lema olímpico. Algo como: “Smarter, Skillful and Better”.

DOIS TOQUES

Resto do Mundo
Cinco jogadoras brasileiras foram convocadas para defender a “Seleção do Resto do Mundo” contra o time das Européias, no All Star Game do Campeonato Italiano. Eis a lista: Fernandinha - Levantadora (Busto Arsizio), Elisângela Paulino - Ponteira (Castellana Grotte), Luciana do Carmo - Ponteira (Conegliano), Soninha - Ponteira (Castellana Grotte) e Giovanna - Central (Chieri). O time será comandado pelo também brasileiro, Ângelo Vercesi, eleito o melhor técnico na temporada passada pelo Pesaro.

Peneira em São José dos Campos
A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de São José dos Campos, SP, realizará sua peneira no mês de dezembro, visando à formação de suas equipes masculinas que participarão dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Voleibol e Jogos Abertos da Juventude 2009. A seletiva será nos dias 17 e 18 de dezembro e os interessados deverão comparecer ao Clube Recreativo Orion, localizado na Avenida Brasil, 146, B. Monte Castelo, com cédula de identidade ou certidão de nascimento, além do material de treino.

A programação é a seguinte: Infanto-Juvenil (nascidos 91/ 92/ e 93) e Juvenil (nascidos 89 e 90) nos dias 17 e 18/12/08.

- manhã: a partir das 9h00
- tarde: a partir das 14h00

Atletas de outras cidades que necessitam de alojamento deverão enviar seus currículos pelo e-mail: voleibolmasculinopac@hotmail.com até o dia 10/12/08 e aguardar a confirmação através de e-mail ou contato telefônico. Os atletas selecionados contarão com uma infra-estrutura como: sala de musculação, piscina, ginásio para treinamento, moradia, alimentação, Uniforme para treino, Bolsa auxilio.

Maiores informações (12) 7812-2085 com Professor Fernando Basilio.

3 comentários:

Anônimo disse...

É fato e é triste ao mesmo tempo.Penso eu que não há mais espaço para jogadoras relativamente baixas no voleibol mundial.Eu,que sempre sonhei em jogar vôlei,só posso recorrer à posição de líbero. A questão de campeonatos "específicos" é interessante,embora seja talvez,muito trabalhosa.

Unknown disse...

Volei para baixinho!!!
Infelizmente o voleibol não é esporte para baixinho... o importante não é o tamanho e sim a que altura que vc alcança a bola..e os gigantes alcançam muito mais alto.

Anônimo disse...

Essa história de altura é irrelevante quando a jogadora é excepcional......um bom exemplo é Miréya Luís.