terça-feira, 25 de novembro de 2008

FICARAM NO QUASE


Alex na época em que defendia a Ulbra

Hoje, assistindo ao jogo que abriu o segundo turno da Superliga Masculina (Suzano x Bento), me deparei com um atleta que há muito tempo eu não via jogar: Alex Lenz, defendendo o time de Bento Gonçalves. De 1998 até 2004, confesso que acompanhei pouco o vôlei brasileiro, me permitindo apenas a ver os jogos das nossas seleções, e mesmo assim em poucas ocasiões e pode ser por isso que fazia tempo que não via o Alex Lenz. Mas não é especificamente dele que eu vou me referir neste texto de hoje.

O Alex é um exemplo de jogadores que “ficaram no quase”. Me lembro que ele começou a despontar para o vôlei brasileiro no final da década de 90, quanto o então técnico da Seleção Brasileira, Radamés Lattari, promoveu algumas renovações do time. Aquela seleção, a meu ver foi a recordista de atletas que não engrenaram, que não explodiram e que continuam ou terminaram a carreira como jogadores medianos.

Assim como o Alex, naquela época surgiram nomes como Joel e Ricardo Roim, que também não engrenaram. Esse último, por sinal, foi o maior desperdício de potencial que eu já vi. Naquela época, aqui no Brasil, era difícil ver jogadores com mais de 2 metros de altura e o Roim tinha 2,09m, se bem me lembro.

Um pouco antes, ainda sob o comando do Zé Roberto, algumas novas caras apareceram na Seleção Brasileira que também não vingaram ou se perderam no meio do caminho. O caso que mais me chamou atenção foi o do Pinha, um jogador de muita força e explosão, que chegou a disputar as Olimpíadas de Atlanta, mas que me parecia não querer muita coisa com o esporte. Mas existiram outros como os meios-de-rede Reinaldo e Alexandre Sloboda.

No feminino, que eu me recorde, não existiram tantos casos assim. Mas me lembro da Estefânia que era apontada como grande promessa do vôlei. A Fabiana Berto, que chegou a ser chamada de “a futura Fernanda Venturinni”, pelo próprio Bernardinho e mais recentemente, na conturbada passagem do técnico Marco Aurélio Motta pela seleção, os casos da Ciça e da Luciana Adorno.

Em todos esses casos, eu me pergunto: como pode um atleta de ponta, que tem toda a melhor estrutura disponível para desenvolver seu voleibol, deixar essas chances escaparem? Será falta de motivação, como acho que foi no caso do Pinha? Será que foram erros na administração da própria carreira, como acredito que tenha sido os casos da Estefânia e do Ricardo Roim?

Aparentemente, o crescimento do voleibol brasileiro nos últimos anos ultrapassou os limites das quadras e hoje vemos que os atletas têm acompanhamento profissional desde as categorias de base. E isso é muito bom. Não que eu ache que todo atleta deva e tenha condições de chegar a uma seleção brasileira, mas que pelo menos se mantenha na elite do vôlei nacional. E para ser sincero... gostei de ver o Alex Lenz jogando.

DOIS TOQUES
Tchau!
O tempo não anda bom para os técnicos brasileiros na Itália. Em menos de quinze dias, dois foram demitidos dos seus times. Na semana passada, o ex-técnico da Seleção Brasileira, Radamés Lattari foi mandado embora do Martina Franca, que ocupava a nona posição na classificação, após 8 rodadas. E hoje, o time do Treviso anunciou a demissão do técnico brasileiro Renan Dal Zotto. O ex-jogador medalhista de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, havia sido contratado para fazer o time brilhar este ano, depois da péssima campanha do ano passado e para isso levou para o time o levantador Ricardinho que estava jogando ao lado do seu ex-colega de seleção Gustavo Endres. Mas com quatro derrotas em cinco jogos, foi difícil Renan permanecer no comando da equipe. Pelo visto, ser técnico brasileiro com sobrenome italiano, na Itália, não está dando sorte.

Rindo à toa
Enquanto isso, outro técnico brasileiro, que não tem sobrenome italiano, está se dando bem em terras italianas. José Roberto Guimarães está comandando o seu Scavollini Pesaro ao bi-campeonato italiano nesta temporada. No ano passado, “Zé” ficou apenas como coordenador esportivo do clube para dedicar mais atenção à seleção que foi campeã em Pequim. Sem Sheilla e Mari que retornaram ao Brasil, a equipe italiana conta este ano com outra brasileira, Jaqueline.

4 comentários:

Eduardo disse...

Concordo com o que você disse sobre o Alex, ontem também fiquei surpreso ao ve-lo jogando, pois sinceramente, o ultimo jogo que vi ele jogando foi um Brasil X Italia do mundial de 98, onde após uma torção de tornozelo do Giba, ele entrou jogou e jogou metade de um set.

Lembro também do Roim, muitas pessoas falavam que ele era o futuro, mas jogou poucas vezes e sempre quando o time estava mal e precisavam de alguem que entrasse para tentar mudar a situação.

Bom, adorei este blog, com certeza vou acessar e postar muitos comentários....parabéns pela iniciativa...

Abraços!!!

Eduardo Mendonça

Anônimo disse...

A Garay e a Adorno definitivamente não entendo como essas moças passaram tão rápido de promessas à piadas...
Quanto a Berto só o Senhor Bernardo mesmo pra achar ela a nova Venturini, a Berto sempre foi O Erro.

Anônimo disse...

O Renan pode ter sido um show como jogador,mas como técnico,sempre deixou muito a desejar.Foi com admiração e espanto que eu soube da contratação dele pela Sisley Treviso,uma equipe que vinha com vitoriosas campanhas.E deu no que deu.Uma coisa é estar à frente de uma equipe numa Superliga fraca como estava sendo a brasileira (este ano,ainda não sabemos se surpresas surgirão).Outra bem diferente,é comandar uma das principais equipes européias,quiçá do vôlei mundial.Boa sorte ao Renan e...mais pé no chão na hora de tomar decisões de peso como esta.

Unknown disse...

Conforme disse o Gustavo numa entrevista ainda ontem,"Sobrou para quem não devia".
Pelo seu temperamento,calculo eu que dêva ter sido muito difícil para o Renan ficar no meio daquela "guerra de egos".Vamos aguardar por mais notícias pq apenas pelo fato de estar na 3º colocação do Campeonato Italiano ,não seria motivo para ele ter saído.
Seja bem vindo de volta,Renan !Bola prá cima !