Primeiramente, gostaria de agradecer à participação de todos que estão visitando o blog, seja elogiando, criticando ou sugerindo. É justamente da sugestão de um leitor que parte o meu texto de hoje. No seu comentário, o leitor pediu que eu escrevesse sobre a mística da chamada “Família Bernardinho”, título que acompanhou a Seleção Masculina de Vôlei nos últimos oito anos.
Não é fácil abordar esse assunto. É um assunto polêmico, pois trata da imagem de um grande treinador, que diferente de outros esportes e até mesmo no vôlei, alcançou o status de ídolo, ao mesmo tempo em que os atletas, que são aqueles que geralmente ganham os louros das vitórias. Também não é fácil para mim, como fã do Bernardo, opinar sobre o assunto. Mas opiniões existem para serem expostas e aqui vou eu!
Ao usarmos a palavra “família” para designar qualquer outro grupo de pessoas, que não a própria família, estamos querendo dizer que ali estão presentes conceitos comuns em qualquer família como amor, cumplicidade, companheirismo, compreensão. A expressão “Família Bernardinho”, não foi criada por ninguém da seleção. A imprensa – e eu faço parte dela – é quem adora adjetivar as coisas e criou esse pseudônimo para a Seleção Brasileira. Mas o Bernardinho aceitou. Não só aceitou como sempre destacou essa característica em sua equipe.
Ao fazer isso, o Bernardo também aceitou a imagem de pai e como tal, vieram as responsabilidades de prover, de manter unida, de indicar o caminho. Ao longo dos oito anos à frente da Seleção, poucas foram as alterações no grupo de 12 jogadores. De Atenas para Pequim, somente quatro novos jogadores figuraram na lista do Bernardo. Dos que saíram, dois optaram pela aposentadoria, um resolveu ir para o vôlei de praia, depois quis voltar, mas não tinha o mesmo pique e um debandou por problemas com o grupo, com a família.
E é aí que mora a dúvida. Sabemos que um grupo que se sente como família, torna-se mais fortalecido, um sabe que pode contar com o outro, um entende melhor o outro. Por outro lado, Seleção é lugar para os melhores estarem jogando. Não quero julgar a posição do Bernardo. Mas acredito que isso foi uma faca de dois gumes. Por acreditar que necessitava de um time coeso, unido, uma geração de jovens talentos por pouco não foi perdida. Vamos passar por uma renovação na seleção, onde os novatos já têm em média 24 ou 25 anos. Com essa idade, muitos dos jogadores que defenderam o Brasil em Pequim já eram veteranos.
É preciso ter cuidado quando zelamos demais por alguma coisa. Tudo em excesso torna-se prejudicial. Um grupo forte, unido, onde existe cumplicidade é muito bom, diria que é essencial até. Mas um bom ambiente de camaradagem e amizade, às vezes pode mascarar problemas técnicos que por ventura, venham a existir. É preciso que o comandante (ou pai) tenha o discernimento para conseguir manter o afastamento saudável que o permita tomar decisões duras, que até podem ser ruins para ele mesmo, mas que sejam boas para o grupo e para o Brasil, principalmente.
DOIS TOQUES
Não é fácil abordar esse assunto. É um assunto polêmico, pois trata da imagem de um grande treinador, que diferente de outros esportes e até mesmo no vôlei, alcançou o status de ídolo, ao mesmo tempo em que os atletas, que são aqueles que geralmente ganham os louros das vitórias. Também não é fácil para mim, como fã do Bernardo, opinar sobre o assunto. Mas opiniões existem para serem expostas e aqui vou eu!
Ao usarmos a palavra “família” para designar qualquer outro grupo de pessoas, que não a própria família, estamos querendo dizer que ali estão presentes conceitos comuns em qualquer família como amor, cumplicidade, companheirismo, compreensão. A expressão “Família Bernardinho”, não foi criada por ninguém da seleção. A imprensa – e eu faço parte dela – é quem adora adjetivar as coisas e criou esse pseudônimo para a Seleção Brasileira. Mas o Bernardinho aceitou. Não só aceitou como sempre destacou essa característica em sua equipe.
Ao fazer isso, o Bernardo também aceitou a imagem de pai e como tal, vieram as responsabilidades de prover, de manter unida, de indicar o caminho. Ao longo dos oito anos à frente da Seleção, poucas foram as alterações no grupo de 12 jogadores. De Atenas para Pequim, somente quatro novos jogadores figuraram na lista do Bernardo. Dos que saíram, dois optaram pela aposentadoria, um resolveu ir para o vôlei de praia, depois quis voltar, mas não tinha o mesmo pique e um debandou por problemas com o grupo, com a família.
E é aí que mora a dúvida. Sabemos que um grupo que se sente como família, torna-se mais fortalecido, um sabe que pode contar com o outro, um entende melhor o outro. Por outro lado, Seleção é lugar para os melhores estarem jogando. Não quero julgar a posição do Bernardo. Mas acredito que isso foi uma faca de dois gumes. Por acreditar que necessitava de um time coeso, unido, uma geração de jovens talentos por pouco não foi perdida. Vamos passar por uma renovação na seleção, onde os novatos já têm em média 24 ou 25 anos. Com essa idade, muitos dos jogadores que defenderam o Brasil em Pequim já eram veteranos.
É preciso ter cuidado quando zelamos demais por alguma coisa. Tudo em excesso torna-se prejudicial. Um grupo forte, unido, onde existe cumplicidade é muito bom, diria que é essencial até. Mas um bom ambiente de camaradagem e amizade, às vezes pode mascarar problemas técnicos que por ventura, venham a existir. É preciso que o comandante (ou pai) tenha o discernimento para conseguir manter o afastamento saudável que o permita tomar decisões duras, que até podem ser ruins para ele mesmo, mas que sejam boas para o grupo e para o Brasil, principalmente.
DOIS TOQUES
A chinesa Lang Ping deixou o comando da Seleção Feminina de Vôlei dos Estados Unidos. Após quatro anos como técnica do selecionado americano e de ter levado o time a uma surpreendente medalha de prata em Pequim, “Jenny” como é chamada por lá, disse que no momento preferia se dedicar mais à família e quem sabe trabalhar em algum clube, onde a temporada é mais curta. Curiosamente, as três medalhas olímpicas que Lang Ping possui estão relacionadas aos Estados Unidos. Em Los Angeles (1984) ela conquistou o ouro como jogadora. Em Atlante (1996) levou o time do seu país à conquista da medalha de prata e em Pequim, foi prata novamente no comando do time americano.
Chove sem parar...
Chove sem parar...
A chuva que vem assolando o estado de Santa Catarina há mais de 60 dias, tem trazido prejuízos ao vôlei nacional. O estado abriga quatro times que disputam a Superliga, dois no feminino (Brasil Telecom e Cativa Pomerode) e dois no masculino (Cimed e Unisul). A estrada que liga Pomerode à capital Florianópolis estava completamente fechada até a manhã desta quarta-feira, o que impediria o time de embarcar de avião para Osasco, onde enfrenta time do Finasa no próximo domingo. Algumas jogadoras não estavam nem conseguindo ir treinar, pois moram em cidades vizinhas e as estradas estão fechadas. Na final do primeiro turno da Superliga Masculina, entre Cimed e Minas, a chuva gerou inúmeras goteiras no ginásio, dando trabalho aos enxugadores de quadra. Brusque e Pomerode são cidades que têm vítimas das enchentes causadas pela chuva. Vamos torcer para que tudo termine bem.


4 comentários:
A "família Bernardinho", como vc mesmo disse, é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo que ela ajuda a manter o grupo entrosado, pois poucas mudanças no time foram feitas em 4 anos, ela atrapalha a renovação do elenco. Renovação é uma coisa natural, vai acontecer em algum momento e pode ser uma coisa boa. O que ocorreu na "família" foi que para manter os "filhos" felizes, poucos deles sairam de "casa". A renovação não aconteceu, continuamos a ver as mesmas caras durante os torneios.
Agora é a hora de começar a nova "família Bernardinho" e torcer para ela ser tão boa quanto a anterior.
Obrigado por aceitar a sugestão...
Concordo com a expressão "faca de dois gumes" e que o apelido de "Família Bernardinho" foi criado pela imprensa em comparação, creio, com o futebolístico "Família Felipão".
Neste momento, friso, neste momento, não vejo nenhum sinal de que o Bernardo irá promover uma "renovação" autêntica. Duvido muito que ele deixará de convocar André Heller, André Nascimento, Murilo, Rodrigão, e, o mais famoso, Giba.
Bernardinho não parece ter o mesmo estofo pra fazer mudanças ousadas como o técnico russo que colocou Poltavisk no banco, para promover um jovem talento como Mikaillov (não sei se as grafias estão corretas).
Por mais que Éder, Lucão, Leandrão, e outros jogadores brilhem na Superliga, a renovação tardará...
Sérgio Benatti
Lang Ping:Fantástica!Inesquecível!
Uma das melhores jogadoras que pude ver em ação,um mito!
Como técnica,podemos ver que fez também uma carreira brilhante:90 vitórias contra 49 derrotas.
O vôlei mundial deve muito à ela .
Que continue obtendo sucesso nesta nova etapa da sua vida.
Muito boa a matéria. Mas discordo do post do Sérgio.
Acredito numa renovação mais que imediata nesta seleção. E, digo mais: A base dessa nova seleção será a que disputou a Copa América. Claro que alguma caras tarimbadas, digamos assim, ficará: Serginho, Murilo,Rodrigão e o Giba, talvez. De resto acredito sim numa grande renovação. Espero que esteja certa.
E quanto ao Bernardo não ser ousado, não esqueçamos que em 2003, ele colocou nada mais nada menos que o Maurício no banco e promoveu a levantador titular, nada mais nada menos que o Ricardinho. Considerado por muitos o melhor levantador do mundo.
Ao meu ver e acho que é até aceitável pelo o que esse grupo fez por tanto tempo, Bernardo acreditou que " Em time que está ganhando, não se mexe". E, não o culpo por isso.
Só que esse ano se viu que não dá mais pra esperar essa renovação. E ele sabe muito bem disso e nas próprias entrevistas em que deu recentemente, falou isso.
Mas tb não pensemos que com esta renovação a vir, vamos conquistar rapidamente tudo o que a geração de outrora conquistou.
Já é um começo. Vamos esperar e ver o que acontece.
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